A Celebração do Corpo – parte 2

Após a celebração da Ceia (Jo 15.1-6,16)
A celebração da Ceia nos faz festejar a unidade e nos diz que estamos enraizados em Deus, arraigados na divindade, após a Ceia Jesus declarou: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós” (Jo 15.4). A palestina é uma terra de vinhas e a própria videira está associada á vida do povo de Israel. O Antigo Testamento apresenta Israel como uma videira ou vinha sob o vigilante cuidado de Deus (Sl 80.8; Jr 2.21).

Foi após a ceia que Jesus declarou: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (Jo 15.1). Aqui Jesus aplica a idéia da videira a si mesmo e aponta os seus discípulos como ramos. Portanto, Cristo é a videira verdadeira, genuína. Israel era a vinha que Deus trouxe do Egito, mas não deu fruto. Agora Cristo se apresenta como videira, e ensina que para haver fruto aceitável a Deus, devemos permanecer em íntima comunhão com Ele.  
Preste atenção nisso: A celebração da ceia requer permanência em Cristo, como celebração do corpo. Permanecer é um mandamento, uma ordem. A ceia se torna um ato despojado do seu verdadeiro significado quando os seus celebrantes não permanecem em Cristo, não fazem parte da videira, não se alimentam de sua seiva, o que conseqüentemente “será lançado fora á semelhança do ramo, e secará, e o apanham, lançam no fogo e o queimam” (Jo 15.6).
Permanecer na videira é uma questão de vida ou morte, ou permanecemos nele ou morreremos, ou somos parte de Jesus ou não somos; ou enraizamos em seu caule para termos vida ou secaremos como ramos imprestáveis.
Aspectos da Ceia
Ceia é celebração de vida – Vida para quem permanece na videira, vida para quem está enraizado em Jesus, para quem tem seiva de Deus correndo em suas veias “Quem de mim se alimenta, por mim viverá” (Jo 6.57).
Não existe vida para quem não é ramo enraizado. Não há celebração da vida para quem não está arraigado na videira verdadeira . Não há celebração para ramo seco, pois este não celebra. Talvez uma das razões para tantas mortes espirituais na igreja de Corinto foi a celebração da Ceia por parte de ramos secos (1Co 11.29-30). O termo grego para a palavra “dormem” neste texto é koimontai, que significa “cair no sono”, “morrer”. E Paulo ainda chega a afirmar que o número de pessoas nesta situação era alarmante “e não poucos”, ou seja, uma grande quantidade. As pessoas que participavam da Ceia de maneira indigna, o faziam costumeiramente, repetida vezes. Nunca pararam para fazer uma análise de si mesmos, nunca colocaram suas atitudes e ações em experimento; nunca provaram o seu caráter, nunca colocaram em xeque seu compromisso cristão. Se assim fizessem, com certeza, saberiam que não passavam de meros ramos secos, separados da videira, e auto-alienados da verdadeira celebração do corpo. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo” (1Co 11.28/ Rm 2.15).
Observe: Os ramos não tem fonte de vida em si mesmos, mas recebem a vida da videira.
Cear é celebrar o corpo, é festejar – “A unidade do Espírito no vínculo da paz” (Ef 4.3); é demonstrar que estamos firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica (Fp 1.27). Só festeja o corpo quem permanece em Cristo, enraizado nele, se alimentando dele como seiva vital. E o teste para sabermos disso, é justamente os frutos, Jesus disse que quem estiver nele e não der fruto ele o corta (Jo 15.2), pois existem ramos que estão na videira e não produzem frutos, ou seja, estão ligados á videira, fazem parte dela, mas, no entanto, são estéreis, não produzem, não exteriorizam em frutos o que recebem da videira, e por isso estão prestes a secar.
Produzir frutos é o tira-teima para saber quem permanece em Cristo e quem não permanece, quem verdadeiramente celebra o corpo e quem não celebra, quem está vivo e quem está morto. Produzir é a marca de quem celebra o corpo, de quem festeja a vida.
A produção de frutos é uma atividade contínua, pelo menos é o que nos diz o tempo presente dos verbos gregos usados por João ao transmitir as palavras de Jesus no capítulo 15 de seu evangelho. Tornamos-nos ramos enraizados nele, mediante a fé, arrependimento e batismo, fomos imersos em Jesus “todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes” (Gl 3.27); da mesma forma como as roupas nos vestem, nos envolvem, e de certa forma identificam nossa posição, somos vestidos de Cristo e nos identificamos com Ele. Se de fato permanecemos nele e celebramos a vida, damos frutos, e se damos frutos é porque fomos imersos em Cristo, batizados nele, revestidos nele. Não nos esquecendo de que foi ele quem nos escolheu e não nós a ele (Jo 15.16). A idéia da frutificação, repetida diversas vezes por Jesus após a celebração da ceia, devia encher os corações dos discípulos de plena certeza de sua função como ramos produtivos.
A questão é você está na videira? Você é ramo enxertado na videira? Está produzindo frutos? Você tem consciência de que é um pão repartido entre seus irmãos? Que frutos você tem produzido? Como anda o seu amor, e seu serviço?
Os discípulos levaram algum tempo para entender que a manifestação de Jesus entre nós se dá quando partimos o pão, quando nos dedicamos uns aos outros em amor, quando somos expressões vivas de um Deus vivo, quando plantamos boas sementes na vida do outro, quando frutificamos na vida do outro e no Reino (Lc 24.30-31,35). Jesus já estava vivo, mais eles somente o reconheceram depois que o pão se partiu. Foi no partir do pão que eles o reconheceram.

Preste atenção nisso: Na ceia apesar de celebrarmos em memória da morte do Senhor até que ele venha não devemos nos esquecer que ele ressuscitou e está vivo, e por isso virá! Na ceia Jesus está presente como anfitrião, sua presença é real entre nós, suas virtudes estão em nós, seus benefícios espirituais são renovados em nós.
Celebre o corpo, afinal você é um pão repartido. Não participe da mesa sem ter a real consciência de que ele emana vida através do corpo, através de mim e de você. Quem sabe você já perdeu o desejo de servi-lo, de amá-lo. Quem sabe você ainda não se apercebeu de que ele está vivo, e vive em você, para você viver por ele. Quem sabe você é ramo enxertado na videira que não anda produzindo frutos. Quem sabe você fez Jesus estar morto no seu cristianismo, quando na verdade ele sempre viveu em você!
Que Deus te abençoe rica e abundantemente,
Pr. Flavio Muniz
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Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

Peço a todos os meus irmãos e amigos que divulguem este vídeo!

http://www.youtube.com/v/ILwU5GhY9MI?fs=1&hl=pt_BR

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A Celebração do Corpo – parte 1


(Lc 22.7-20) – A ceia ocupava um lugar central na vida da igreja primitiva. Eles celebravam a ceia a cada culto, no final de sua liturgia. A ceia, mesmo que variando a sua teologia de tempos em tempos, nunca deixou de ocupar um lugar de importância para a vida da igreja em toda a história. No primeiro dia da “Festa dos Pães Asmos” quando, de acordo com a tradição judaica, se fazia o sacrifício do cordeiro pascal (Mc 14.12), Jesus ordenou a Pedro e João que preparassem a Páscoa. Aquela era a última refeição de Jesus, a última páscoa celebrada na companhia dos discípulos (Mt 26.29). No entanto aquela seria a primeira ceia celebrada entre eles, os elementos seriam sacralizados, transformados em sacramentos, dogma da igreja, e assim dali em diante, a igreja passou a celebrar a ceia e a celebrará até o dia de sua volta. (Mt 26.26-28). Continuar lendo
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Quatro coisas pequenas, porém mais sábias que os sábios


Salomão filho do Rei Davi é considerado o autor da maior parte da literatura proverbial. Quando ele era rei de Israel, ele reinou por 40 anos, e diz a Bíblia que ele era um homem de muita sabedoria. Só para termos uma noção da sabedoria que Deus deu a Salomão, a bíblia diz em (1Rs 4.30) que Salomão no seu tempo era o homem mais sábio do oriente e também possuía sabedoria maior que a sabedoria dos egípcios. Veja bem, cerca de 3000 provérbios e 1005 cânticos são atribuídos a Salomão.

E nós sabemos irmãos por revelação da palavra que sabedoria é a capacidade de julgar prudentemente e agir corretamente. Portanto se desejamos obter sabedoria de Deus para nossas vidas nós precisamos de duas coisas:
1)      Pedir a Deus que nos concede liberalmente (Tg 1.5)
2)      Conhecer os provérbios que nos foram revelados (Pv 1.5,6)
E deixa eu lhe dizer o que são provérbios:
Þ      Provérbios são na realidade ditados da sabedoria divina aplicados a vida diária do povo de Deus.
Þ      Podemos dizer também que provérbios também são declarações simples, porém vigorosas, tiradas da vida diária e usadas como normas práticas para uma vida bem-sucedido
Þ      Se fossemos resumir o que são provérbios, diríamos o seguinte: “provérbios são leis do céu para uma vida de sabedoria espiritual na terra”.
E se desejamos também conhecer o objetivo dos provérbios, basta que entendamos o seguinte: “o objetivo de provérbios é que homens e mulheres possam conhecer a sabedoria que vem de Deus e permitir que ela nos governe a vida (Pv 1.1-7).
No texto que lemos no capítulo 30 deste livro, nós encontramos provérbios de um homem chamado Agur, filho de Jaque de Massá. Não se sabe muita coisa sobre este homem. Alguns dizem que ele seria um não-israelita porém com um conhecimento do Deus verdadeiro. Fato é que as palavras de sabedoria desse homem, foram anexadas a literatura proverbial. E se isso aconteceu é porque nós devemos ter consideração e ponderação na hora de analisarmos suas sábias palavras.
Þ      Interessante que Agur no início de suas palavras, ele se mostra intensamente desejoso de conhecer a Deus (Pv 30.2,3). E a partir daí ele começa a refletir sobre diversas coisas que devemos fazer para obedecer a Deus e conhecer mais a Ele. E dentro dessas sábias palavras, nós encontramos seis grupos dos chamados ditados numéricos, ou poderíamos dizer seis grupos de  quatro coisas:
Þ      Ele fala de 4 classes de pessoas (Pv 30.11-14)
Þ      Ele fala de 4 coisas insaciáveis (Pv 30.15,16)
Þ      Ele fala de 4 coisas maravilhosas demais (Pv 30.18,19)
Þ      Ele fala de 4 coisas intoleráveis para a terra (Pv 30.21-23)
Þ      Ele fala de 4 coisas pequenas demais (Pv 30.24-28)
Þ      Ele fala de 4 coisas graciosas (Pv 30.29-31)
E desses seis ditados numéricos, me chamou a atenção as palavras de Agur quando ele fala que existem quatro coisas pequenas demais,  porém mais sábias que os sábios. E eu gostaria de refletir com os irmãos sobre isso. Por que consigo enxergar nas palavras de Agur profunda sabedoria espiritual para nosso viver diário com Deus:
1-      As FormigasPovo sem força, todavia no verão preparam a sua comida
As formigas são insetos que vivem em sociedade. São insetos inofensivos. E são admiradas por seu intenso trabalho e sua administração equilibrada.

Eu me perguntei: porque não somos assim?
Reflita: Será que nós como povo de Deus temos trabalhado juntos pelo Reino de Deus? Ou nos separamos por causa da inveja que temos do irmão ou até mesmo da nossa ira incontrolada. Ou quem sabe nos separamos porque queremos que o nosso trabalho seja visto pelo pastor e não o do irmão. Quem sabe queremos espalhar e não ajuntar. O interessante é que nós temos a força do Senhor e as formigas é povo sem força.
Reflita: Será que como cristãos temos sido como crianças (inofensivos) – precisamos ser assim para entrar no Reino de Deus. “ Bem-aventurados os limpos de coração porque verão a Deus”. Santidade de vida é vontade do Senhor para nós.
Reflita: Nós como cristãos vivemos como as formigas que preparam e ajuntam a sua comida no verão para comerem no inverno? Ou seja, nós buscamos nos alimentar da Palavra de Deus que é a nossa fonte de alimento espiritual para quando chegar os dias ruins, as tribulações, as aflições, estarmos firmes no Senhor? (Pv 6.6).
2-      Os Arganazes (coelho, rato silvestre) – Povo não poderoso, contudo fazem a sua casa nas rochas
Ø  Os arganazes são encontrados na Europa. São maiores que as ratazanas, porém não possuem poder algum e mesmo assim constroem as suas casas nas rochas.
Reflita: Nós sabemos que somos mais que vencedores, sabemos que as promessas de Deus são para nós, sabemos que se sete vezes nós cairmos, Deus nos levantará, sabemos que somos abençoados pelo Senhor, ou seja, somos um povo poderoso. Mas não construímos nossa casa sobre a rocha. Sabe o que é construir a casa sobre a rocha, é a evidência explícita da prática da palavra de Deus. Os arganazes mesmo não sendo poderosos, eles constroem sobre a rocha, e nós muitas vezes não nos atentamos para isso (Mt 7.24-27).

3-      Os Gafanhotos – Não têm rei, contudo marcham em bandos

O gafanhoto é tido como um inseto saltador e alimentam-se exclusivamente de vegetais. Se pousar sobre uma plantação uma nuvem de gafanhoto, tudo é devastado em poucas horas. Lembra da 8ª praga em Êxodo 10. O gafanhoto é tão devastador que em Joel cap. 1 ele é comparado com o juízo de Deus sobre o povo.
Os gafanhotos devastam sem possuir um líder que os governe, e fazem tudo isso juntos sem que se esbarrem ou se percam pelo caminho.

Reflita: Nós andaríamos juntos se não tivéssemos um líder sobre nós? Respeitaríamos o espaço do outro em companheirismo e amor? Ajudaríamos nosso irmão, mesmo que ninguém nos dissesse? Quando o irmão não pudesse mais prosseguir na jornada, você o ajudaria ou chamaria seu líder?
A bíblia diz que nós devemos nos amar, nos perdoar, nos suportar, nos ajudar, nos considerar menor do que o irmão. Devemos ter o mesmo pensamento, sermos unidos de alma e ter um mesmo sentimento, em suma devemos viver como uma comunidade fraterna em Cristo.

Sabe o que eu acho tremendo? É que os gafanhotos não se esbarram, eles se ajudam no que for preciso para seguirem num só propósito. Ajudam-se para irem juntos pelo e para o mesmo caminho (e isto em bando).

4-      O Geco (lagartixa) – Que se apanha com as mãos , contudo está nos palácio dos reis
Ø  Interessante também o Geco, é pequeno, conseguimos apanhá-lo com as mãos, contudo está no palácio dos Reis.

Diz a bíblia que Deus abate os soberbos e exalta os humildes. Diz a bíblia que os humilhados serão exaltados. Já percebeu que a bíblia por diversas vezes condena aqueles que se consideram “ALTOS DEMAIS”, os avarentos, os jactanciosos, os orgulhosos que possuem altivez no coração, os que se acham alguma coisa e não são?
Lembra que Jesus sempre dava uma cacetada nos religiosos (fariseus, saduceus, escribas), nos hipócritas, nos que possuíam capa de santidade. Naqueles se consideravam grandes para Deus.
Reflita: Precisamos ser pequenos como o Geco. “a sabedoria mora com gente humilde”. Precisamos perder para ganhar, precisamos entrar pela porta estreita para herdar o Reino, precisamos dar a outra face, precisamos nos rebaixar, precisamos ser misericordiosos, precisamos servir ao invés de sermos servidos. Resumindo, se formos pequenos como o geco estaremos no alto do palácio, do palácio do Rei Jesus. Estaremos sempre perto do Rei.

Como pode quatro coisas insignificantes nos ensinarem tantas coisas, não é verdade?
Porque nós que somos significativos para Deus não aprendemos de Cristo, vivendo intensamente por Cristo para ensinarmos aos outros sobre Cristo.
Quatro coisas pequenas demais, porém mais sábias que os sábios! Quem é você? A formiga, o Arganaze, o Gafanhoto ou o Geco.

Que Deus te abençoe rica e abundantemente,

Pr. Flavio Muniz
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A figura do Pai – A verdadeira face de Deus Pai na parábola do filho pródigo



Digamos que nesse exato momento os olhos do mundo e das religiões estivessem voltados para esta parábola. Queridos eu penso que se isto estivesse acontecendo, a interpretação desta parábola (Lc 15.11-32) focando somente a figura de Deus como Pai seria assim:


ü  Esse pai parecia ser irresponsável ou disciplinador (vs 12)
ü  Esse pai parecia mimar demais suas crianças que ele chamava de filho(vs 17)
ü  Esse pai parecia não ser firme em suas convicções (vs 18-20)
ü  Esse pai parecia estar sendo precipitado em acreditar que seu filho estava arrependido,  mostrando que ele era um pai pouco zeloso (vs 22-24)
ü  Esse pai parecia ter predileção pelo filho mais velho (vs 25-30)
ü  Esse pai parecia sempre ter uma desculpa pronta pela sua má paternidade e criação de filhos (vs 31,32)
Essa poderia ser uma interpretação realista e simplória do mundo e das religiões para esta parábola contada por Jesus. Porém esta interpretação está carregada por uma distorção da verdadeira face de Deus como Pai. Na verdade muitos têm se distanciado de Deus por observarem Deus de um ponto de vista religioso que coloca Deus como um verdadeiro legalista que enxerta regras e proibições pesadas aos seus seguidores, além de conseqüências terríveis para quem não as cumprir.
Þ     Quantos não têm se distanciado de Deus, porque pensam que Deus na verdade somente está esperando um pecado nosso para que possa nos castigar e permitir coisas desastrosas em nossa vida.
Þ     Quantos não têm se distanciado de Deus, por pensarem que Deus é o culpado por todos os desastres e tragédias do mundo, quando na realidade o homem e o fator prudência é o verdadeiro culpado.
Þ     Quantos não tem se distanciado de Deus por acharem que Deus abandonou o mundo, pois o mundo está impossível (violência, corrupção, injustiça social), quando na verdade é o pecado do homem e as ações do diabo que tornam o mundo uma porcaria!
A interpretação mundana e religiosa desta parábola, nem de longe nos mostra a face verdadeira de Deus como Pai, pois a interpretação mundana e religiosa, nos mostra um pai irresponsável, disciplinador, precipitado em suas decisões, um pai que faz acepção de pessoas, um pai que não é firme em suas posições, um pai que não sabe cuidar de seus filhos.
A religiosidade vã e fria tem infelizmente distorcido quem é verdadeiramente Deus Pai. As religiões tem colocado o seu foco em doutrinas de homens e não na doutrina bíblica. E por isso elas tem sido a causa da grande barreira que existe entre o homem e Deus.
Mais eu creio que essas barreiras vão cair, pois a igreja preservará a figura verdadeira de Deus Pai e não se calará frente a qualquer mentira contada ali na esquina!
Segundo a bíblia apologética (ICP) – existem dez grandes religiões no mundo: budismo, confucionismo, hinduísmo, islamismo, jainismo, siquismo, taoísmo, xintoísmo, zoroastrismo e ainda o Cristianismo. Além dessas, existem mais de 10 mil seitas (ou subdivisões dessas religiões).
Agora eu lhe pergunto, pra que tanta religião? Por que tantas visões a respeito de um Deus que é único? Porque tantas concepções a respeito da salvação? SABE PORQUÊ?
Porque o diabo veio para roubar, matar e destruir! E a bíblia nos mostra que a sua arma predileta é o engano. Portanto a visão de Satanás é justamente trabalhar a pluralidade das religiões, pois assim todos são enganados por diversos modos e diversas maneiras. Com isso a verdade a respeito de Deus vai sendo esquecida e a religião acaba sendo a solução para todo anseio da alma humana, que no seu intimo quer encontrar Deus (para ter paz, alegria, prosperidade e felicidade).
A Bíblia não prega religião, a bíblia prega Deus, nos mostra Deus, nos revela Deus, como Deus quer se revelar! Jesus não veio pregar ou instituir uma religião, apesar do cristianismo ser organizado por um sistema de crenças práticas e organizadas pelo qual um grupo de pessoas é influenciado. Jesus veio religar o homem com Deus, veio reconciliar o homem com Deus, veio abolir as paredes que separavam ambos e colocar por terra toda obra do Diabo, para que o homem seja salvo. Jesus é Deus, é o caminho, a verdade e a vida, e portanto não existe outra verdade, não existe outro meio de pertencermos a Deus, é somente por Jesus, e isto não é religião é uma verdade absoluta creia você ou não!
E foi este Jesus quem disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30). Portanto quem contempla a face de Deus como Pai, contempla Jesus. Jesus é Deus!
Qual é a verdadeira face de Deus como Pai? (Lc 15.11-32)
ü  Esse pai parecia ser irresponsável ou disciplinador (vs 12), mais na verdade ele é um pai acolhedor e justo (Sl 68.5,6)
ü  Esse pai parecia mimar demais suas crianças que ele chamava de filho (vs 17), mais na verdade ele é um Pai atencioso que sabe do que necessitamos (Mt 6.8,32)
ü  Esse pai parecia não ser firme em suas convicções (vs 18-20), mais na verdade ele é um Pai imutável (Ml 3.6a)
ü  Esse pai parecia estar sendo precipitado em acreditar que seu filho estava arrependido, mostrando que ele era um pai pouco zeloso (vs 22-24), mais na verdade ele é um Pai que não nos abandona (Sl 27.10)
ü  Esse pai parecia ter predileção pelo filho mais velho (vs 25-30), mais na verdade ele é um Pai presente na vida de todos (Ef 4.6)
ü  Esse pai parecia sempre ter uma desculpa pronta pela sua má paternidade e criação de filhos (vs 30,31), mais na verdade ele sempre se mostra um Pai misericordioso que se compadece de seus filhos (Sl 103.13)
Quem é Deus pra você? Quando lhe falaram e lhe ensinaram sobre Deus, o que lhe ensinaram? Porque você anda revoltado e aborrecido com Deus? Porque a sua visão sobre Deus está distorcida!
Deus é teu pai, porque a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber aos que crêem no seu nome. Você crê em Jesus? Então você é filho. Você é amado por Deus, Deus tem ciúme de você, sabia?
Quem é Deus?
Deus é seu Pai, pai zeloso, atencioso, amoroso, bondoso, fiel, misericordioso, justo, bom, cheio de graça. Ele te ama e quer que a sua visão mude a respeito dele!

Pr. Flavio Muniz
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Ferido, porém de pé – parte 2

                         
Davi foi ungido Rei de Israel por escolha de Deus (1Sm 16.13). Davi foi solicitado a interceder por Saul com sua harpa para que ele fosse aliviado de uma opressão maligna (1Sm 16.23). Saul fez dele o seu companheiro e o amava (1Sm 16.21). Davi era o seu escudeiro (pajem de armas) (1Sm 16.21) – aquele que acompanhava o rei e levava suas armas para a guerra. Homem de confiança.Davi era aquele que animava Saul e guerreava as suas guerras (1Sm 17.32 – Filisteus – Golias). Israel se alegrava com as vitórias de Davi (1Sm 17.52). O filho do Rei se tornou um grande amigo de Davi (1Sm 18.1). Saul tinha prazer na sua companhia (1Sm 18.2). Saul colocou Davi como comandante dos exércitos de Israel, e Israel aceitava Davi, pois Davi caiu nos braços do povo (1Sm 18.5).

 Até aqui nós conseguimos identificar algumas qualidades e virtudes no jovem rei Davi: Davi era cheio de fé, corajoso, obediente, destemido, submisso, intercessor, amigo, guerreiro, nacionalista, cumpridor dos seus deveres, homem de caráter invejável. Eu lhe pergunto: Será que um homem bom e com tantas qualidades e virtudes está passível as feridas emocionais? Sim.
O problema é que nós não aceitamos isso. Achamos que nossas qualidades e virtudes serão suficientemente necessárias para que ninguém tenha ciúmes de nós, para que ninguém desconfie de nós, para que ninguém aja de má-fé conosco. Nós nos apegamos em nossos atos de bondade e concluímos que por causa disso, ninguém nos trairá, ninguém ficará rancoroso, ninguém nos perseguirá.  Veja queridos: Por mais que a bondade seja boa, por mais que nossas qualidades e virtudes exaltem a Deus e sirvam como bom testemunho aos homens, isto não nos isenta de sermos feridos profundamente na alma por quem está ao nosso lado, por quem nos ama. É triste dizer isso, mas, o bem que praticamos por vezes nos leva a caminhos jamais explorados e incompreendidos. O bem custa caro, porque é muito escasso e tudo o que é muito escasso, é muito bom, e por isso é caro. O bem sempre faz bem, mas, pelo fato do bem que praticamos refletir como espelho aquilo que o outro não é, e não tem, então o bem que praticamos acaba sendo perseguido e injustiçado por atitudes que beiram a loucura humana. Talvez você esteja se perguntando, até que ponto vale a pena fazer o bem, se muitas vezes ele atrai o mal?
A resposta é simples e bíblica: “Não te deixes vencer do mal, mais vence o mal com o bem” (Rm 12.21)
É meio difícil compreender isso, mais o bem pode até atrair o mal, porém no próprio bem está a solução para o mal. Exemplo: o antídoto para o veneno de cobra é extraído da própria cobra.
Deixa eu lhe fazer mais uma pergunta: Será que Davi merecia ser sangrado por feridas emocionais tão profundas? É óbvio que não. Porém Davi foi ferido profundamente, e essas feridas ao invés de produzir em Davi um efeito devastador, na verdade produziram um Rei, um Poeta, um profeta, um homem de Deus. Um homem que mesmo ferido sempre estava preparado e de pé buscando e fazendo aquilo que Deus se agradava.
Vamos analisar algumas feridas que atingiram em cheio a alma de Davi:
Já falamos da primeira ferida – Ciúmes (1Sm 18.6-8),  da segunda ferida – Desconfiança (1Sm 18.9) e da terceira ferida – Má-fé (1Sm 18.17-21,25).
4ª ferida – Rancor (1Sm 18.29)
Rancor – ódio oculto e profundo, ressentimento. Saul se contorcia todos os dias com ira de Davi, era como um câncer que cresceu ao ponto de se tornar em rancor, um ódio incontrolado e infundado que tornou Saul no inimigo número um de Davi. E eu me perguntei: Como Saul conseguiu sentir rancor de alguém que era seu escudeiro, de alguém que era muitíssimo confiável, e que intercedia favoravelmente a Deus com sua harpa pelo seu próprio alívio espiritual? Como existem pessoas que nos ferem, que nos maltratam, que nos trazem injúrias, que nos fazem mal sem direito, fruto de um rancor que nos fere profundamente. Fico a pensar como estaria a alma de Davi a partir desse momento, jovem, ainda inexperiente, tendo que administrar ciúmes, desconfiança, má-fé e agora o rancor. Penso eu que alma de Davi estava completamente dilacerada, esburacada pelas britadeiras ferrenhas de Saul. Imagino Davi muito ferido, refletindo sobre suas ações de bondade e suas virtudes, colocando tudo na balança para ver se valia a pena ainda continuar fiel, compromissado, obediente, e corajoso para as batalhas de Israel. Davi permanecia de pé diante dos rancores de Saul. Parece que Davi era imune as investidas satânicas de Saul (1Sm 18.30) – Por mais que se sentisse ferido, Davi não ficava lambendo suas feridas, ele tirava lições delas e continuava em frente com uma fé inigualável.
(Sl 25.19) – “Considera os meus inimigos, pois são muitos e me abominam com ódio cruel”.
5ª ferida – Traição (1Sm 19.1-6)
Mesmo reconhecendo que Deus era com Davi, Saul mesmo assim insistia em querer matar Davi, mais na verdade as ameaças de Saul era uma forma de derrubar Davi de suas convicções pessoais quanto a sua fé em Deus, seu reinado e o futuro de sua descendência em Israel. Seu filho Jônatas tentou reconciliar seu pai com Davi, usou de argumentos fortíssimos, e conseguiu. Conseguiu inclusive a promessa de seu pai de não mais matar a Davi. Porém isso durou pouco tempo, pois Saul estava determinado a exterminar Davi. Ele traiu a confiança de seu filho, traiu Davi, e mais uma vez lançou sua lança para matar Davi, mais Davi conseguiu fugir. A traição costuma ser a ferida que nós temos mais resistência a tratar, pois somente é curada com perdão. Davi poderia ter se voltado contra o rei Saul com grande indignação e intentar contra a vida dele, porém ele preferiu se abrigar sob a poderosa mão de Deus. Lembra-se de Jesus: ele foi traído, mais na cruz do calvário pode dizer: “Pai perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem”, quando ele poderia dizer cheio de ódio e sentimento de vingança: “Pai mata-os, pois eles fizeram sabendo”. Davi permanecia de pé diante da traição de Saul. Depois deste episódio, ele foi se encontrar com o profeta Samuel para lhe participar tudo o que tinha lhe acontecido até aquele momento. O ato de Davi ter encontrado Samuel depois de tanto tempo, demonstra sua submissão à voz de Deus e principalmente seu temor pelo ministério profético em Israel (1Sm 19.18). Davi poderia ter ido para outro lugar, mais preferiu ficar perto de Deus e de seu profeta.
(Sl 35.7-8) – “Pois sem causa me tramaram laços, sem causa abriram cova para a minha vida. Venha sobre o inimigo a destruição, quando ele menos pensar; e prendam-no os laços que tramou ocultamente; caia neles para a sua própria ruína”.
6ª ferida – Perseguição (1Sm 19.11;20.1)
Disposto a fazer de tudo para ver Davi morto, Saul inicia uma perseguição implacável a Davi. Esta perseguição teve muitos capítulos, Davi questiona Jônatas, pois não entendia a atitude de Saul (1Sm 20). Davi foge para Nobe. Depois vai para Aquis rei de Gate, fingi-se de maluco, pois ele considerou que eles iriam matá-lo ao invés de acolhê-lo. Depois Davi vai para a caverna de Adulão (1Sm 22.1), sua família fica sabendo e também se muda para lá com medo de Saul. Agora esta perseguição está esmagando Davi por dentro, pois ela chegou até a sua família. Davi, creio eu, sente-se culpado por isso. Agora suas feridas estão se agravando. Saul enlouquecido por Davi manda matar homens, mulheres e crianças de Nobe, até os sacerdotes, pois acolheram Davi, que foi até Aimeleque para consultar a Deus (85 sacerdotes são assassinados por Doegue). A ferida causada pela perseguição tem o poder de gerar medo e insegurança em nosso coração. Davi permanecia de pé diante daquela perseguição, pois suas atitudes eram reconhecidas por Deus (1Sm 22.14). A perseguição se acalorou, Davi foi para o deserto de Zife, porém diz a bíblia que Deus não o entregou nas mãos de Saul (1Sm 23.14). Davi teve duas oportunidades de matar Saul, uma em Em-Gedi e outra no outeiro de Haquila, porém não o fez pois temia tocar no ungido do Senhor. Na primeira Davi ficou frente a frente com Saul, mais ele permanecia de pé (1Sm 24.15-18). As atitudes de Davi frente aquela perseguição, nos mostram como ele estava firme com Deus em seu propósito de assumir o reinado como Deus queria. Saul morre de modo trágico e vergonhoso e logo depois Davi assume o trono.
(Sl 143.3) – “Pois o inimigo me tem perseguido a alma; tem arrojado por terra a minha vida; tem-me feito habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito”.
Você se sente ferido: Ciúme, Desconfiança, Má-fé, Rancor, Traição, Perseguição. O inimigo tem perseguido a sua alma lhe colocado por terra, a grande questão é: você está de pé?  Você está agindo como Davi?
Que Deus te sustente e lhe ajude a ficar de pé em meio às feridas!
Pr. Flavio Muniz
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Ferido, porém de pé – parte 1

Davi foi ungido Rei de Israel por escolha de Deus (1Sm 16.13).  Davi foi solicitado a interceder por Saul com sua harpa para que ele fosse aliviado de uma opressão maligna (1Sm 16.23).  Saul fez dele o seu companheiro e o amava (1Sm 16.21).  Davi era o seu escudeiro (pajem de armas) (1Sm 16.21) – aquele que acompanhava o rei e levava suas armas para a guerra. Homem de confiança.  Davi era aquele que animava Saul e guerreava as suas guerras (1Sm 17.32 – Filisteus – Golias).  Israel se alegrava com as vitórias de Davi (1Sm 17.52). O filho do Rei se tornou um grande amigo de Davi (1Sm 18.1). Saul tinha prazer na sua companhia (1Sm 18.2). Saul colocou Davi como comandante dos exércitos de Israel, e Israel aceitava Davi, pois Davi caiu nos braços do povo (1Sm 18.5).

Até aqui nós conseguimos identificar algumas qualidades e virtudes no jovem rei Davi: Davi era cheio de fé, corajoso, obediente, destemido, submisso, intercessor, amigo, guerreiro, nacionalista, cumpridor dos seus deveres, homem de caráter invejável. Eu lhe pergunto: Será que um homem bom e com tantas qualidades e virtudes está passível as feridas emocionais? Sim. O problema é que nós não aceitamos isso. Achamos que nossas qualidades e virtudes serão suficientemente necessárias para que ninguém tenha ciúmes de nós, para que ninguém desconfie de nós, para que ninguém aja de má-fé conosco. Nós nos apegamos em nossos atos de bondade e concluímos que por causa disso, ninguém nos trairá, ninguém ficará rancoroso ninguém nos perseguirá.   
Veja queridos: Por mais que a nossa bondade seja boa, por mais que nossas qualidades e virtudes exaltem a Deus e sirvam como bom testemunho aos homens, isto não nos isenta de sermos feridos profundamente na alma por quem está ao nosso lado, por quem nos ama. É triste dizer isso, mas, o bem que praticamos por vezes nos leva a caminhos jamais explorados e incompreendidos. O bem custa caro, porque é muito escasso e tudo o que é muito escasso, é muito bom, e por isso é caro. O bem sempre faz bem, mas, pelo fato do bem que praticamos refletir como espelho aquilo que o outro não é, e não tem, então o bem que praticamos acaba sendo perseguido e injustiçado por atitudes que beiram a loucura humana. Talvez você esteja se perguntando, até que ponto vale à pena fazer o bem, se muitas vezes ele atrai o mau?
A resposta é simples e bíblica: “Não te deixes vencer do mal, mais vence o mal com o bem” (Rm 12.21)
É meio difícil compreender isso, mais o bem pode até atrair o mal, porém no próprio bem está a solução para o mal. Exemplo: o antídoto para o veneno de cobra é extraído da própria cobra. Deixa eu lhe fazer mais uma pergunta: Será que Davi merecia ser sangrado por feridas emocionais tão profundas? É óbvio que não. Porém Davi foi ferido profundamente, e essas feridas ao invés de produzir em Davi um efeito devastador, na verdade produziram um Rei, um Poeta, um profeta, um homem de Deus. Um homem que mesmo ferido sempre estava preparado e de pé buscando e fazendo aquilo que Deus se agradava.
  
Vamos analisar algumas feridas que atingiram em cheio a alma de Davi:
1ª ferida – Ciúmes (1Sm 18.6-8)
Saul passou a ter ciúmes do sucesso de Davi com o povo, pois suas vitórias, eram vitórias incontestáveis. A Bíblia diz em (Ct 8) que o ciúme é duro como sepultura.
Ø  Já teve de lhe dar com alguém que tinha ciúmes de você na família, no trabalho, na igreja etc?
Dá pra imaginar como Davi se sentia. Guerreei as guerras pra ele, e ele agora fica com esta ciumeira. O ciúme é uma ferida que tenta nos inibir de ir mais além, pois, achamos que se fizermos mais pelo nosso sucesso, mais problemas virão. Davi permanecia de pé diante do ciúme de Saul, pois sua consciência era tranqüila. O que ele fazia pelo reino de Saul era pelo Senhor e por Israel somente.
“Faze-me justiça, Senhor, pois tenho andado na minha integridade e confio no Senhor, sem vacilar.” (Salmos 26:1).
“Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; livra-me e tem compaixão de mim.” (Salmos 26:11)
2ª ferida – Desconfiança (1Sm 18.9)
O ciúme que Saul tinha de Davi cresceu, e ele passou então a desconfiar de Davi, provavelmente achando que Davi queria tomar o seu reino, quando na verdade Deus já tinha há muito tempo dado o reino a Davi. Davi agia com humildade e sempre se mostrou obediente ao rei Saul.
Já passou por situações em que sua lealdade passou a ser vista com desconfiança? Como isso é chato, não é verdade? Chegamos cedo no trabalho, procuramos fazer o melhor, obedecemos fielmente o que nos foi designado, e aí começamos a ser visto pelos outros como “puxa-sacos” e por isso todos passam a desconfiar que queremos tomar o lugar do chefe.
Depois desta desconfiança toda, Saul tentou matar Davi pela primeira vez (1Sm 18.10,11). Veja aonde chegou a loucura humana por causa da desconfiança, ele amava a Davi e agora estava querendo o matar.
Davi porém permanecia de pé (1Sm 18.14) – Ele não se deixava abater, ele temia ao Senhor, fazia tudo com prudência e o Senhor era com ele.
“Quando malfeitores me sobrevêm  para me destruir,  meus opressores e inimigos,  eles é que tropeçam e caem.” (Salmos 27:2)
“O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.” (Salmos 111:10)
3ª ferida – Má-fé (1Sm 18.17-21,25)
Já bastante desconfiado de Davi, Saul passou a querer ser desleal com Davi. Armando situações que lhe pudessem prejudicar. Ele simulou estar afeiçoado por Davi, e fingiu ser uma grande honra ter Davi como seu genro.
Já foi passado pra trás? Pessoas já usaram de má-fé com você? Pois é, isso deixa a gente irritado. Queremos logo tirar satisfações.
Saul continuava a ferir Davi, não com a lança pontiaguda que possuía e sim com suas atitudes injustas e infantis. Mais Davi na sua sinceridade continuava com seu propósito de fazer tudo de acordo com aquilo que agradaria a Deus e por isso feriu os filisteus e trouxe os prepúcios para Saul com o intuito único de agradar ao Rei, pois para Davi era de fato uma grande honra fazer parte da família do rei.
Os planos de Saul foram por água abaixo e Davi permanecia de pé (1Sm 18.27-28). O próprio Saul reconheceu que Deus era com Davi, e sua filha de fato amava Davi.
Continua…
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